História, Cultura & Memória.
"... o que permaneceu incompreendido retorna: como uma alma penada, não tem repouso até que seja encontrada resolução e libertação." Sigmund Freud
Violeta de Outono (Fábio Golfetti & Irene Sinnecker,1985)
Iconografia: Francesco Albani (1578-1660)Outono1616-1617
Pieter Paul Rubens (1577-1640) An Autumn Landscape with a View of Het Steen in the Early Morning. c. 1635
Te amplectar et vulnera tua lingam
Utinam te haberem, mi amor caelestis
Ó filho ferido
Depressa venha a mim
Irei te acolher e ferir teu lingam
Aleluia que te possuo, meu amor celeste
Sensorium
Chance doesn't exist
But the path of life is not
totally so predestined
And time and chronology show us
How all should be
In the ways of existence
To find out why we are here
Being consciousness is a torment
The more we learn is the less we get
Every answer contains a new quest
A quest to non existence,
a journey with no end
No one surveys the whole
Focus on things so small
But life's objective is to make it meaningful
Only searching for this
That which doesn't exist
Although our ability to relativize
remains unclear
I'm not afraid to die
I'm afraid to be alive without being aware of it
I'm so afraid to, I couldn't stand to
Waste all my energy on things
That do not matter anymore
Our future has already been written by us alone
But we don't grasp the meaning
Of our programmed course of life
Our future has already been wasted by us alone
And we just let it happen
And do not worry at all
We only fear what comes
And smell death every day
Search for the answers that lie beyond
Não existe acaso
Mas o caminho da vida não é assim
totalmente predestinado
E o tempo e a cronologia nos mostram
Como tudo deve ser
Nos meios de existência
Para encontrar o porque de estarmos aqui
Ser consciente é um tormento
O mais que aprendemos é o menos que temos
Toda resposta contém uma nova busca
Uma busca para a não existência,
uma jornada sem fim
Ninguém enxerga o todo
Focando-se em coisas tão pequenas
Mas o objetivo da vida é fazer com que tenha sentido
Apenas procurando por isto
Este que não existe
Apesar de nossa habilidade de relativizar
permanecer obscura
Não tenho medo de morrer
Tenho medo de viver sem estar ciente disso
Tenho tanto medo que, não consigo agüentar para
Gastar toda minha energia em coisas
Que não importam mais
Nosso futuro já foi escrito por nós próprios
Mas nós não captamos o sentido
De nosso programado curso de vida
Nosso futuro já foi gasto por nós próprios
E nós apenas deixamos acontecer
E não nos preocupamos afinal
Nós apenas tememos o que vem
E cheira a morte todo dia
Procurando pelas respostas que estão no além
Adyta: letra: Simone Simons, música: Mark Jansen; Sensorium:letra: Mark Jansen, música: Mark Jansen, Ad Sluijter,Coen Jansen e Simone Simons.
Adytum é parte mais secreta de um templo, santuário, mausoléu.
Lingam, no Hinduísmo, é o símbolo fálico de Shiva, símbolo do infinito que representa a energia do universo tendo a forma de um ovo; também é a palavra do sânscrito para 'órgão sexual masculino' que em uma tradução literal fica 'vara de luz'.
“(...)grande parte do que há de melhor em horror é inconsciente, aparecendo em fragmentos memoráveis, dispersos em material cujo efeito de conjunto pode ser de naipe muito diferente. O mais importante de tudo é a atmosfera, pois o critério final de autenticidade não é o recorte de uma trama e sim a criação de uma determinada sensação (…) O único teste para o verdadeiro horror é simplesmente este: se suscita ou não no leitor um sentimento de profunda apreensão; e de contato com esferas diferentes e com forças desconhecidas; uma atitude sutil de escuta ofegante, como à espera do ruflar de asas negras ou do roçar de entidades e formas nebulosas nos confins extremos do universo conhecido.”
O horror sobrenatural na literatura. (com um prefácio de E.F. Bleiler) tradução: João Guilherme Linke Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1987 pp.5-6
Sara Paín, psicóloga argentina, doutora em Filosofia pela Universidade de Buenos Aires e doutora em pelo Instituto de Epistemologia de Genebra, desenvolve um trabalho extremamente consistente e relevante relacionando à psicologia e arte-terapia diante da problemática do aprender e da questão do fracasso escolar. Com sólidos conhecimentos da epistemologia genética de Piaget e do universo da psicanálise, e omais importante sem superdimensionar e mistificar o papel destas teses no campo educacional.
Estabelecida na França, onde pesquisa e leciona, é uma autora sempre presente no Brasil, realizando pesquisas e seminários acadêmicos, consultoria científicas, cursos entre outras atividades. Sua bibliografia está bem representada em nosso país 1.
Tomei contato com seu pensamento durante a licenciatura, em 2001, primeiro, numa entrevista à revista Nova Escola, depois conheci o livro Subjetividade e Objetividade. Logo simpatizei com algumas idéias, discordei de outras, mas sempre admirei sua postura intelectual. Ética e coerente.
Sem concessões e superficialidade quanto à teoria e prática, Sara Paín manifesta posições precisas quanto à função que a escola deve desempenhar na sociedade, sem atribuições alheias que inviabilizam seu funcionamento efetivo. Crítica frente a modismos pedagógicos, como a Teoria das Inteligências Múltiplas que, segundo sua visão, "não tem nenhum fundamento teórico válido". Não deixa de criticar os professores que descuidam de sua formação ou manifestam atitudes preconceituosas. Numa passagem forte, mostra-se firme diante do ensino miserabilista e demissionário que permeia parte do campo pedagógico, que restringem os alunos pobres ao seu gueto e reproduzindo perpetuamente sua condição precária pois o dispositivo escolar "não pode querer educar cada criança apenas segundo suas possibilidades. Se ela respeitar as condições dos filhos da classe pobre está perdida. Pois vai promover o desrespeito. O fato é que não se pode respeitar a pobreza. A pobreza tem de ser atacada, não respeitada." Atenção, Sara não está defendendo um ensino tecnicista e atrelado ao mercado de trabalho. Para finalizar, mostra-se extremamente lúcida e preocupada com o “presentismo” que domina o cenário educativo contemporâneo. Presos ao imediatismo (com sua carga de consumismo e resignação) a formação de crianças e adolescentes torna-se frágil e incompleta, sem referência a grande tradição cultural acumulada pela humanidade. Cujo diálogo com problemas do presente é fundamental para a estruturação de um futuro viável.
No texto que escrevi criticando o pensamento de Paulo Freire, algumas das ideias de Sara Paín tiveram papel relevante, somadas a outras fontes. Reconheço que expressão Antopologia do Desprezo e da Incapacidade”, inspirado num artigo de Lilian do Valle (acrescentando o desprezo), necessita de um aprofundamento maior. Fica para uma próxima postagem dedicada ao tema da educação.
As entrevistas2 foram publicadas nas revistas: Estilos da Clínica, volume I, n. 1, 1996, pp. 94-105 (na verdade um diálogo bastante produtivo com o professor Leandro de Lajonquière); Pátio,ano 3, n.11,nov1999/jan2000,pp.29 e 30; Nova Escola, n.137, novembro de 2000 (concedida à Gabriel Pillar Grossi, minha cópia xerox que escaneei não tem a numeração das páginas).
Aquiencontra-se o arquivo em PDF com os três depoimentos.
“Quando se fala em fracasso escolar, é preciso levar em conta a função que a escola desempenha na sociedade. Se seu papel consiste na transmissão de conhecimentos de acordo com uma distribuição de saberes apta a reproduzir a sociedade e seu sistema, é evidente que a instituição escolar é um êxito. Se a escola se destina a dar igualdade de oportunidades a todos e permitir uma promoção social que beneficie a comunidade em seu conjunto, é evidente que ela fracassa necessariamente, enquanto os projetos políticos-econômicos não dão um contexto favorável ao desenvolvimento.”
“(...), a teoria das Inteligências Múltiplas não tem nenhum fundamento teórico válido e é politicamente tão “correta” que se torna suspeita de validar qualquer inteligência para finalmente fechar as portas aos supostamente não-dotados em certas disciplinas. A inteligência é o direito de cada ser jovem exercitar-se nas diversas possibilidades e escolher além de uma suposta habilidade inata, que não é determinante no prazer de aprender.”
“Além das condições sociais da aprendizagem já apontadas, há um problema de contexto cultural que não se pode resolver em uma geração. Educar é educar um ser cívico, participante na vida social. Esta participação constitui uma consciência de deveres e direitos. Entre esses deveres e direitos figura o de aprender e educar. Se a comunidade e os pais não sentem profundamente, quase religiosamente, a importância desta profissão leiga, será impossível 'naturalizar” a aprendizagem.”
“Da forma como está sendo implantado, o sistema de ciclos pode ter um resultado perverso. Se o professor continua acreditando que alguns de seus alunos estão condenados ao fracasso , não há decreto capaz de mudar isso. Ao contrário, dá impressão de que vão se esquecer ainda mais do último da sala. Por isso, eu insisto. Se a progressão não é graduada, não há chance de sucesso.”
“A violência mais aguda, de quebradeira e agressão, geralmente surge aos 12, 13 anos e atinge seu auge aos 16,17 anos de idade. Quando os alunos não conseguem aprender, quando percebem que esse é um universo que escapa completamente ao seu controle, transformam essa impotência em violência. O discurso da escola é sempre bom, positivo. A imagem que ela passa para esses adolescentes é de um mundo bom, o mundo do conhecimento. Só que eles não chegam lá. E explodem. Por quê? Porque o aluno se dá conta da mentira. O discurso é lindo, mas cruel. “Vai meu filho, estuda. É bom. No futuro ganharás um emprego... de gari.” Que ambição essas crianças podem ter? Em muitos lugares, os alunos pobres só ganham espaço para algumas manifestações culturais, como dançar ou fazer música. E muitos se dão conta de que toda a sociedade – a escola incluída – é uma enorme hipocrisia... Eles têm a oportunidade de não se evadir, mas ficar significa, no futuro, ter um trabalho subalterno, sem nenhuma valorização.”
“A questão é outra. A escola não pode querer educar cada criança apenas segundo suas possibilidades. Se ela respeitar as condições dos filhos da classe pobre está perdida. Pois vai promover o desrespeito. O fato é que não se pode respeitar a pobreza. A pobreza tem de ser atacada, não respeitada. Se essas crianças precisam ir uma hora à mais na escola para aprender, esse é o preço que essa geração tem de pagar, é um sacrifício que acaba em si mesmo. Porque eles também precisam mudar suas vidas, por meio da escola, para melhor.”
“A escola é o lugar para trabalhar, solidificar e pôr em prática a disciplina mental. Se o aluno a traz de casa, melhor. O que eu quero dizer é que, em sala de aula, a dinâmica de trabalho é essencial. Se você quer ensinar pintura a seu filho em casa, pode deixá-lo brincando à vontade. Na escola, não. É preciso fazê-lo de forma disciplinada, para sistematizar o conhecimento, porque ele não pode ser só espontâneo.”
“(...) O ensino escolar leva embutido em si mesmo uma tradição retroativa para que não se perca o conhecimento adquirido. Por outro lado, a educação está tensionada em direção ao futuro. Assim trata-se de articular passado e futuro. Entretanto, perante a imensidão dos conhecimentos passados costuma-se pensar que se deve, ao contrário, favorecer o desenvolvimento da máquina pensante pois assim a criança estaria em condições de compreender qualquer coisa. Entretanto, não é isso que acontece. O resultado é a “descultivação”, uma vez que se opera um corte na cadeia, que impede, precisamente o posicionamento perante o novo. Pensa-se ingenuamente que “descarnando” o processo de ensino-aprendizagem, isto é, aprendendo apenas “instrumentos cognitivos”, a criança poderá fazer, por exemplo, informática. No entanto, se a criança não conhece história da cultura, não sabe, por exemplo, quem foi Galileu Galilei, e não poderá utilizar de forma positiva o computador. Em outras palavras, não poderá utilizar esta máquina para fazer outras coisas; saberá até certo ponto “usar” a máquina em si mesma, mas não saberá o que colocar dentro.”
“(...) De fato, há um grande desprestígio do histórico e um investimento desmedido no atual. Ou seja, há pouca transposição do passado, da cultura até um empobrecimento da língua. Esse descuido com a língua acontece, por exemplo, tanto na Europa quanto na América Latina. Cabe assinalar que, enquanto toda a língua representa o passado, hoje em dia a dia dos jovens, em particular, está cheia de neologismos. Justamente, as novas gerações estão tensionadas para o futuro e muito pouco para o passado. Assim como a educação é a transmissão da cultura, há uma parte da população que “cai fora” dessa transmissão e portanto se “descultiva”.”
“Com efeito, estamos submetidos ao mundo das coisas porque estamos no presente. Considera-se que a criança deva aprender a utilizar o microcomputador. Pensa-se que a informática é a grande solução para todos os males. Até um adolescente, indeciso quanto à sua escolha profissional, apela para a ideia de “fazer informática” para sair do impasse. A informática é o futuro! Faz dez anos que a única coisa na qual se fala é no século XXI, como se o século XX, no qual ainda vivemos, tivesse acabado! Porém, não sei como podemos construir um futuro sem nos referir ao passado. Não sei como podemos construir um futuro se cada vez lemos menos, se a televisão, que é um elemento onipresente no nosso cotidiano, é uma janela aberta para um presente contínuo, para um presente que nem sequer é idealizado. O 'presente” presente está cru: de fato, a televisão nos oferece um presente sem adereços.”
Notas:
1. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Porto Alegre: Editora Artmed, 1985 A Função da Ignorância . Volume 1: Estruturas Inconscientes do Pensamento, volume 2: A gênese do inconsciente. Porto Alegre: Editora Artmed, 1987 Psicopedagogia Operativa - Tratamento Educativo da Deficiência Mental. (em co-autoria com Haydée Echeverria) Porto Alegre: Editora Artmed, 1987 Psicometria genética. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1995 Subjetividade Objetividade: relação entre desejo e conhecimento. São Paulo: CEVEC, 1996. Teoria e técnica da arteterapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre : Artmed, 2001. (em co-autoria com Gladys Jarreau) Encontros com Sara Paín. org. Sonia Maria A B Parente. São Paulo: Casa do Psicólogo,2001 Os Fundamentos da arteterapia. Petrópolis: Vozes, 2009
2. Existe uma primeira entrevista concedida à Nova Escola, n.70, 1993, entitulada "Educar é ensinar a pensar." que traz conteúdos relevantes, porém mais restritos a psicopedagogia. Não é difícil de ser localizada no Google. Estas últimas são mais críticas e incisivas, enquanto a de 1993, ao meu ver, tem certo recorte da redação da Abril, que selecionou o que é de interesse do periódico.
Asrai é uma banda holandesa de Metal Gótico. Formada em 1988, seguia um estilo que mesclava punk/hardcore/new wave. Apenas em 1997 lançaram seu primeiro álbum de estúdio: As Voice Speak. Após várias mudanças internas, a banda estabilizou sua formação com as irmãs gêmeas Margriet (vocal) e Karin Mol (bateria), que são as mentoras do grupo, Manon van der Hidde - (teclados – violinos), Rik Janssen (guitarra) e Martin Kooy (baixo). Formação atípica para o gênero. O som é vigoroso, com ótimo timbre de guitarras, baixo e bateria bem entrosados e teclados ocupando seu espaço. Tudo num encaixe perfeito. Não há vocais masculinos, limpos, rasgados ou guturais, apenas alguns discretíssimos backing vocals do baixista. A voz de Magriet é poderosa, diferenciando-se de outras excelentes vocalistas de sua pátria como Simone Simons (Epica), Floor Jansen (do extinto After Forever) e Sharon den Andel (Within Temptation) que utilizam o timbre soprano e suas categorias. Comparações com Cristina Scabbia do Lacuna Coil são inevitáveis, mas são estilos distintos dentro do gênero.
A sonoridade e temática é melancólica e escura, tipicamente gótica, apresentando elementos pop e eletrônicos adaptados a esta sombriedade.
Completam a discografia Touch in the Dark (2004) e Pearls in Dirt (2007), ambos lançados no Brasil pela Hellion Records.
Escolhi a canção In Front Of Me do Touch In the Dark por causa do video clip. Uma belíssima animação em P & B com toques expressionistas. A tradução é livre e sujeita a revisões. Estou aberto às críticas.
In Front Of Me
In front of me, just for a while to ever see
A reaching voice beyond my mind
Your words go down my spine
All my questions are asking why
We died tonight
Enclosed in the dark
Wandering ourselves
And tried to hide our lies again
Walking on wind as I recall the last time
I don't mind you asking question
For all and more, it's yours to know
In my dream I bleed for you
Obliviated in your reasons to be
The one to hurt and feel my lies
The one to hurt and feel my lies
Your face still colours my mind
Reality turned into the inside
Walking on the wind
As I recalled the last time
I don't mind you asking question
For all and more, it's yours to know
In my dream I bleed for you
Obliviated in your reasons to be
The one to hurt and feel my lies
The one to hurt and feel my lies
Cry out my words
I bleed for you Em frente de mim
Em frente de mim, apenas por um instante para ver eternamente
Uma voz atingindo minha mente
Suas palavras atravessam minha espinha
Todas minhas questões estão perguntando o motivo
Nós morremos toda noite
Incluídos na escuridão
Vagando dentro de nós próprios
E tentando esconder nossas mentiras novamente
Caminhando frente ao vento como eu relembro o último momento
Eu não me importo que você questione
Para tudo e além do mais, elas são tuas para saber
Em meus sonhos eu sangro por você
Esquecendo suas razões de ser
O único para ferir e sentir minhas mentiras
O único para ferir e sentir minhas mentiras
Seu rosto tranquilo colorindo minha mente
Realidade volta-se para dentro
Caminhando sobre o vento
Como eu recordei da última vez
Eu não lembro das perguntas
Para todos e mais ,elas são tuas para saber
Em meus sonhos eu sangro por você
Esquecendo suas razões de ser
O único para ferir e sentir minhas mentiras
O único para ferir e sentir minhas mentiras
“(...) só que a história não considerou qualquer razão “em si”, não é uma substancialidade nem espírito perante o qual nos devamos curvar, nem “poder”, mas um resumo abstrato de acontecimentos, resultado do processo vital social dos homens. A história não dá nem tira a vida de ninguém, não impõe nem cumpre tarefas. Apenas os homens reais atuam, vencem obstáculos e podem conseguir reduzir a dor individual ou geral provocada quer por eles próprios, quer por poderes naturais.
A autonomização panteísta da história num ser substancial e uno não é nada mais que metafísica dogmática.”
“A confiança num pensamento rigoroso e consciencioso e o saber em torno da relatividade do conteúdo e estrutura do conhecimento não se excluem, antes são necessários um ao outro. Que a razão nunca poderá estar segura da sua eternidade, que o conhecimento depende de uma época, mas que em época alguma estará assegurado para todo o futuro histórico, que a severa dependência temporal ainda atinge o conhecimento que a determina – este paradoxo não anula a verdade desta afirmação, pois reside na própria essência do verdadeiro conhecimento, nunca ser fechado.”
HORKHEIMER, Max Origens da filosofia burguesa da história. Tradução de Maria Margarida Morgado. Lisboa: Presença, 1984 (Biblioteca de textos universitários; 67) p.89 e p.72 respectivamente